IFRS: normas internacionais de relato financeiro
IFRS são as normas internacionais de relato financeiro: do inglês International Financial Reporting Standards, o conjunto de regras contabilísticas usado pelas empresas cotadas na União Europeia.
Servem para que as contas se possam comparar
O problema que resolvem é simples de enunciar: sem regras comuns, o resultado de uma empresa portuguesa e o de uma alemã não são comparáveis, porque cada uma seguiria as convenções do seu país. Estas normas fixam critérios únicos de reconhecimento e mensuração.
Em Portugal convivem com o SNC
É a parte que mais confunde. A generalidade das empresas portuguesas aplica o SNC, o sistema de normalização contabilística nacional: que aliás está construído a partir destas normas. As cotadas aplicam as normas internacionais nas contas consolidadas, por obrigação europeia.
Ou seja: não são alternativas em pé de igualdade. Uma é o regime geral português, a outra o regime das contas consolidadas de quem está em bolsa.
Justo valor em vez de custo histórico
É a diferença conceptual mais visível. Onde a contabilidade tradicional regista um activo pelo que custou, estas normas mandam frequentemente valorizá-lo pelo que vale hoje. Ganha-se em actualidade e perde-se em estabilidade: os resultados passam a oscilar com os mercados.
É debate antigo e não resolvido, e explica variações de resultados sem que nada tenha mudado na actividade da empresa.
Quem as emite
Um organismo internacional privado, e é a União Europeia quem decide, norma a norma, se as adopta no seu ordenamento. Só depois dessa adopção passam a ser obrigatórias na Europa.
Onde a sigla aparece
Em relatórios e contas de empresas cotadas, em análises financeiras e em anúncios de emprego de contabilidade e auditoria, onde o conhecimento destas normas é requisito frequente. Aparece também em notas às demonstrações financeiras, que indicam sempre qual o referencial contabilístico aplicado: informação que é o primeiro dado a verificar antes de comparar duas empresas.
💰 Cada moeda tem um código de três letras: consulta as siglas das moedas na norma ISO 4217, com as dos países de língua portuguesa e as que já foram retiradas.
