GTIN: Global Trade Item Number
GTIN é a sigla de Global Trade Item Number, o número que identifica um produto no comércio mundial. É o nome oficial daquilo a que quase toda a gente continua a chamar EAN ou código de barras.
O GTIN é o número; o código de barras é o desenho
Vale a pena separar duas coisas que se confundem todos os dias. O GTIN é um número. O código de barras é apenas uma das formas de o escrever para que uma máquina o leia. O mesmo GTIN pode ser impresso em símbolos diferentes conforme a aplicação, e continua a ser o mesmo número.
Por isso é que a pergunta «qual é o meu código de barras?» tem, tecnicamente, duas respostas: o número que a empresa recebeu e o símbolo que ela manda imprimir na embalagem.
Os quatro formatos, e o que cada um foi antes
Um GTIN pode ter oito, doze, treze ou catorze dígitos. Todos se constroem da mesma maneira: prefixo da empresa, referência do artigo e um dígito de controlo calculado a partir dos anteriores, e cada comprimento corresponde a um símbolo que já existia com outro nome:
- GTIN-8: escrito em EAN-8. É o formato curto, para embalagens pequenas de mais.
- GTIN-12: escrito em UPC-A. É o antigo código norte-americano, gerido pelo sistema UPC.
- GTIN-13: escrito em EAN-13. É o de treze dígitos que se vê em qualquer supermercado português.
- GTIN-14: usado nas caixas e nos paletes, não na unidade que o consumidor leva.
Como se obtém um GTIN em Portugal
Os números não se inventam nem se compram avulso a quem os revende: são atribuídos pela organização GS1 de cada país. Em Portugal, a empresa adere à GS1 Portugal e recebe um CEP, Código de Empresa Portuguesa, a partir do qual constrói os GTIN de cada um dos seus artigos.
O prefixo de Portugal é o 560. Convém repetir o que isso significa, porque a confusão é tenaz: o prefixo indica onde a empresa se registou, não onde o produto foi fabricado.
🔄 Esta não é a única: consulta as siglas que agora são outras porque o nome que representam mudou, com a data de cada mudança e o que substituiu cada organismo.
