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DSTI: Debt Service-to-Income

O DSTI – Debt Service-to-Income é o rácio que mede o peso das prestações de crédito no rendimento de quem as paga. Traduz-se habitualmente por taxa de esforço, e é o indicador que os bancos portugueses usam para decidir se aprovam um empréstimo, por imposição do Banco de Portugal.

Como se calcula o DSTI?

Somam-se todas as prestações mensais de crédito do mutuário, habitação, automóvel, cartões, crédito pessoal, divide-se pelo rendimento mensal líquido e multiplica-se por cem. Um agregado que receba 2 000 € líquidos e pague 800 € de prestações tem um DSTI de 40%. A conta inclui todos os créditos, e não apenas o que se está a pedir: é aí que muita candidatura tropeça.

Qual é o limite em Portugal?

O Banco de Portugal baixou o limite de 50% para 45%, com efeitos a partir de 1 de Agosto de 2026, através da revisão da sua Recomendação macroprudencial. O objectivo declarado é conter o endividamento das famílias e tornar mais prudente a avaliação da capacidade financeira. A recomendação admite uma excepção: até 10% dos novos contratos de cada instituição podem ultrapassar esse limite.

Em que difere da taxa de esforço «simples»?

Na exigência do cálculo. A taxa de esforço que qualquer pessoa faz em casa divide a prestação actual pelo rendimento. O DSTI que o banco calcula tem de considerar um choque de taxa de juro, simular o que aconteceria à prestação se as taxas subissem, e ainda uma redução do rendimento nos contratos que se prolonguem para lá da idade da reforma. Por isso o DSTI apurado pelo banco é quase sempre mais alto do que a conta feita à mão. Anda a par do LTV, que mede o empréstimo face ao valor do imóvel.

DSTI – Debt Service-to-Income