ACIME: Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas
O ACIME – Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas foi um organismo público português criado em 1996 com a missão de coordenar as políticas de integração de imigrantes e minorias étnicas em Portugal. Este órgão funcionou sob a dependência directa do Primeiro-Ministro e tinha como objectivo promover a inclusão social, combater a discriminação e facilitar o diálogo intercultural. O ACIME existiu até 2007, quando foi substituído pelo ACIDI – Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural.
O que significa ACIME?
Nos documentos oficiais da década de 1990 e do início dos anos 2000 a sigla ACIME acompanha o apoio a imigrantes, os programas de integração social e os relatórios sobre diversidade cultural. Por exemplo, é comum encontrar referências como “de acordo com os dados do ACIME, registou-se um aumento significativo da população imigrante proveniente dos PALOP” ou “o ACIME desenvolveu programas de formação linguística para facilitar a integração laboral”.
O organismo era responsável por gerir Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes e por elaborar estudos sobre a realidade migratória portuguesa. Empresas, instituições educativas e organizações não-governamentais coordenavam frequentemente com o ACIME questões relativas ao acolhimento e integração de populações migrantes.
Qual a diferença entre ACIME e ACIDI?
O ACIME foi substituído em 2007 pelo ACIDI, que alargou o seu âmbito de actuação ao incluir explicitamente o conceito de “diálogo intercultural” na sua designação. Enquanto o ACIME se focava principalmente nas questões de imigração e minorias étnicas, o ACIDI adoptou uma abordagem mais ampla, enfatizando a comunicação e interacção entre diferentes culturas presentes em Portugal. Posteriormente, em 2014, o ACIDI foi transformado no ACM – Alto Comissariado para as Migrações, que mantém actualmente estas competências com uma estrutura renovada e um enfoque nas migrações em sentido mais abrangente.
