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PALOP: Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa

A sigla PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa designa o conjunto de países africanos que adoptaram o português como língua oficial depois das independências. Não é uma organização com sede, orçamento e secretariado: é uma designação de uso corrente na cooperação internacional, consolidada nos anos 80, que a União Europeia, a ONU e o próprio Estado português utilizam para enquadrar programas de apoio dirigidos a estes países em conjunto.

Que países fazem parte dos PALOP?

Os cinco membros originais são Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, todos independentes de Portugal em 1974 e 1975. A Guiné Equatorial juntou-se mais tarde, depois de adoptar o português como língua oficial e de aderir à CPLP em 2014. É por isso que há documentos que falam de cinco PALOP e outros de seis: depende da data em que foram escritos. Quando um texto anterior a 2014 refere «os PALOP», está a falar dos cinco primeiros.

Qual a diferença entre PALOP e CPLP?

Os PALOP são apenas os países africanos. A CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma organização internacional formal, criada em 1996, que junta esses países a Portugal, ao Brasil e a Timor-Leste. Uma é uma designação geográfica de conveniência; a outra tem estatutos, órgãos próprios e cimeiras regulares. Daí que nos programas da União Europeia apareça com frequência a fórmula PALOP-TL: refere-se aos PALOP mais Timor-Leste, que partilham o perfil de cooperação mas não a localização geográfica.

PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa