RNSI: Rede Nacional de Segurança Interna
RNSI é a Rede Nacional de Segurança Interna, a infra-estrutura de comunicações que liga as forças e serviços de segurança portugueses.
Uma rede própria, separada da internet
É rede dedicada e segura, gerida pelo ministério com a tutela da administração interna, que serve PSP, GNR, SEF: hoje as entidades que lhe sucederam: protecção civil e restantes serviços do sector.
A razão de não usar redes públicas é evidente quando se pensa no que circula: dados de investigação, informação pessoal sensível, comunicações operacionais.
Permite que os sistemas falem entre si
É a função menos visível e a mais importante. Sem infra-estrutura comum, cada força teria os seus sistemas isolados, e a articulação entre elas, que a lei exige, ficaria dependente de telefonemas.
Não é o SIRESP
É a confusão mais frequente entre siglas do sector. O SIRESP é a rede de rádio de emergência, para comunicações de voz no terreno; esta é a rede de dados, que suporta os sistemas de informação. Servem os mesmos utilizadores e resolvem problemas distintos.
Onde a sigla aparece
Em documentação técnica de sistemas de segurança interna, em contratos públicos de comunicações e em relatórios de segurança. É sigla interna, raramente visível para o cidadão: que é exactamente o que se espera de uma infra-estrutura deste tipo.
Uma sigla que quase não sai do sector
É das siglas mais invisíveis do corpus: quem a encontra está a ler documentação técnica ou um contrato público. Ainda assim, é infra-estrutura de que dependem serviços com que qualquer pessoa lida: de uma queixa numa esquadra ao controlo de fronteiras num aeroporto.
Contratação pública de grande dimensão
A operação e manutenção de redes deste tipo envolve contratos plurianuais de valor elevado, e é por essa via que a sigla chega ocasionalmente às notícias: normalmente quando se discute custo, renovação ou dependência de fornecedores.
