IPAC: Instituto Português de Acreditação
IPAC é o Instituto Português de Acreditação, o organismo nacional que acredita laboratórios, entidades certificadoras e organismos de inspecção.
Acreditar não é certificar
É a distinção que dá sentido à sigla e que quase toda a gente troca. Certificar é atestar que uma empresa ou um produto cumpre uma norma: fá-lo uma entidade certificadora. Acreditar é atestar que essa entidade é competente para certificar.
Ou seja: é o controlo de quem controla. Um selo de certificação vale o que valer a entidade que o emitiu, e é a acreditação que responde por ela.
Os laboratórios são o caso mais visível
Um laboratório de ensaios acreditado emite resultados com reconhecimento formal da sua competência técnica: em análises de água, alimentos, materiais, calibrações. É requisito em muitos processos regulados: sem acreditação, o resultado pode não ser aceite.
Um só organismo por país
É regra europeia: cada Estado-membro tem um único organismo nacional de acreditação, sem concorrência entre si, e reconhecem-se mutuamente. É o que faz com que um ensaio acreditado em Portugal seja aceite noutro Estado sem repetição.
A lógica é evidente quando se pensa nela: se houvesse vários acreditadores a competir, a tentação de baixar exigências destruiria o sistema.
Onde a sigla aparece
Em relatórios de ensaio, em certificados de calibração, em cadernos de encargos que exigem laboratório acreditado e nos próprios símbolos de acreditação, que os laboratórios usam com número de registo. Ver esse número é a forma de confirmar o que se está a receber.
Também acredita verificadores ambientais
A actividade cobre áreas que se multiplicaram nos últimos anos: verificação de declarações ambientais, de emissões e de relatos de sustentabilidade. À medida que a regulação europeia exige mais relatos verificados, cresce a procura de entidades acreditadas para os verificar, e o organismo que as acredita torna-se peça central de um sistema que quase ninguém vê.
