GEPAC: Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais
GEPAC é o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, o serviço que produz as estatísticas da cultura em Portugal.
Mede um sector difícil de medir
Recolhe e publica dados sobre espectáculos, museus, património, cinema, edição e práticas culturais: quantos espectadores, quantas sessões, quanto se gasta, como se distribui pelo território.
É trabalho mais complicado do que parece: a cultura reparte-se por entidades públicas, privadas e associativas de dimensões muito diferentes, e boa parte da actividade não deixa registo administrativo.
Sem estes dados não há política
É a sua razão de ser. Discutir apoio à cultura sem saber quantas salas há por concelho, ou como variou o público, é discutir impressões. As séries que este gabinete mantém são a base das decisões de financiamento e do debate sobre assimetrias regionais.
Também trata do planeamento
Apoia a definição de estratégias do sector e acompanha a execução de programas, incluindo a componente cultural de fundos europeus. É a parte que liga a estatística à decisão.
Não é a DGARTES nem a IGAC
Três siglas do mesmo ministério com funções que não se sobrepõem. A DGARTES financia a criação artística; a IGAC licencia, classifica e fiscaliza; este gabinete mede e planeia. Um artista lida com as duas primeiras e provavelmente nunca com a terceira.
Onde a sigla aparece
Em anuários estatísticos da cultura, em estudos sectoriais e em documentação de programação estratégica do ministério.
Os anuários são de acesso livre
As publicações estatísticas estão disponíveis e são consulta útil para quem programa, candidata projectos ou escreve sobre o sector. É informação que existe e que se cita pouco: em parte porque a sigla que a produz é praticamente desconhecida fora do ministério.
Aparece também em relatórios sobre o impacto económico da cultura, área em que os dados portugueses melhoraram bastante na última década.
