FALINTIL - Forças Armadas para a Libertação Nacional de Timor-Leste

A FALINTIL - Forças Armadas para a Libertação Nacional de Timor-Leste foi o braço armado da resistência timorense contra a ocupação indonésia, fundada oficialmente em 1975. Constituiu a organização militar que combateu pela independência de Timor-Leste durante 24 anos, até ao referendo de autodeterminação de 1999, tendo sido posteriormente integrada nas novas Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
O que faz a FALINTIL?
A FALINTIL conduziu operações de guerrilha contra as forças de ocupação indonésias entre 1975 e 1999, mantendo a resistência armada nas zonas montanhosas de Timor-Leste. Operava sob o comando da FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente) e, mais tarde, do CNRT (Conselho Nacional da Resistência Timorense). Após o referendo de independência e a retirada indonésia, a FALINTIL foi desmobilizada e os seus combatentes integraram as novas forças armadas timorenses ou regressaram à vida civil. A organização deixou de existir como entidade militar activa em 2001, aquando da criação oficial das F-FDTL.
Qual é a relação de Portugal com FALINTIL?
Portugal manteve uma posição de apoio político e diplomático à causa da independência timorense durante todo o período de ocupação indonésia, embora sem reconhecimento oficial da FALINTIL como organização armada. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português defendeu consistentemente nas Nações Unidas o direito à autodeterminação de Timor-Leste. Após a independência, Portugal participou activamente na formação e treino das novas Forças Armadas timorenses, que integraram antigos combatentes da FALINTIL. Militares portugueses estiveram presentes em missões de cooperação bilateral e sob égide da ONU, contribuindo para a profissionalização das F-FDTL. O apoio português concretizou-se através do envio de instrutores militares, equipamento e programas de formação, mantendo uma relação privilegiada com as forças de segurança timorenses que sucederam à resistência armada.