ANI: Agência Nacional de Inovação
ANI é a Agência Nacional de Inovação, o organismo português que promove a ligação entre a investigação científica e o tecido empresarial.
Financia o que está entre a ciência e o mercado
É a sua razão de ser. Há financiamento para investigação fundamental e há financiamento para empresas; o que costumava faltar era apoio ao trecho intermédio: provar que uma tecnologia funciona fora do laboratório e chegar a produto.
A agência actua aí: instrumentos de apoio a projectos em co-promoção entre empresas e entidades científicas, e à contratação de doutorados por empresas.
Gere a rede de laboratórios colaborativos
É a entidade que reconhece e acompanha os CoLAB, as estruturas criadas precisamente para criar emprego qualificado a partir de investigação. A sigla aparece, por isso, sempre que se fala dessa rede.
Também certifica I&D
Emite a certificação de idoneidade em investigação e desenvolvimento e reconhece actividades de I&D para efeitos de incentivos fiscais. É uma função pouco visível e com consequências directas: sem esse reconhecimento, uma empresa não acede a benefícios que de outro modo lhe caberiam.
Não é a FCT
É a distinção que mais se pede. A FCT financia investigação e formação avançada: bolsas, projectos científicos, unidades de investigação. Esta agência financia a transferência dessa investigação para a economia. Uma olha para o conhecimento, a outra para o que se faz com ele.
Onde a sigla aparece
Em avisos de concurso a financiamento de inovação, em consórcios entre empresas e universidades e em comunicados de projectos financiados. Aparece também nos nomes dos laboratórios colaborativos, que a citam como entidade que os reconhece.
Distingue-se de o IAPMEI
Outro par que se troca. O IAPMEI apoia empresas em geral: competitividade, financiamento, capacitação; esta agência foca-se especificamente na ligação entre investigação e empresa. Um projecto pode passar pelos dois, com instrumentos diferentes.
