RSE: Registo de Saúde Electrónico
Em Portugal, RSE é o Registo de Saúde Electrónico, o sistema que guarda em formato digital a informação clínica de cada utente do Serviço Nacional de Saúde.
O que é e para que serve
Reúne num único registo a informação clínica dispersa pelos serviços: consultas, exames, prescrições, alergias, internamentos: de modo que um profissional que atenda o utente possa consultá-la, independentemente da unidade onde ele foi visto antes.
É a peça que resolve um problema antigo: a informação de um doente existia, mas estava repartida entre o centro de saúde, o hospital e a urgência, sem se comunicar.
O utente também acede
A componente virada ao cidadão permite consultar a sua própria informação, ver prescrições e resultados, e gerir dados como alergias ou o testamento vital. É acesso próprio, com autenticação, e não depende de pedir nada a um serviço.
Poucos utentes sabem que existe, e é uma das razões pelas quais se continua a levar papéis de uma consulta para outra.
Não é o mesmo que o processo clínico do hospital
Cada unidade mantém o seu processo clínico interno; o registo electrónico é a camada que permite partilhar parte dessa informação entre unidades. Um exame feito num hospital pode não aparecer imediatamente noutro se não tiver sido integrado: a arquitectura é de partilha, não de base de dados única.
Distingue-se de a responsabilidade social
Em contexto empresarial, as mesmas letras costumam ler-se como responsabilidade social das empresas. São universos sem qualquer relação, e num texto de saúde português a leitura é sempre a primeira.
Onde a sigla aparece
Em documentação da administração da saúde, em circulares a profissionais e nos portais do utente. Fora do sector é sigla pouco conhecida, e essa é uma das razões pelas quais a componente virada ao cidadão continua a ser subutilizada por quem mais beneficiaria dela.
