IMOB - Inquérito à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa

O IMOB - Inquérito à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa é um estudo estatístico de larga escala realizado em Portugal para caracterizar os padrões de deslocação da população residente nas duas principais áreas metropolitanas do país. Este inquérito, levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em colaboração com as autoridades de transportes metropolitanas, recolhe dados sobre os motivos, meios de transporte, horários e distâncias percorridas pela população. Os resultados do IMOB constituem uma ferramenta essencial para o planeamento de redes de transporte público, desenvolvimento urbano e definição de políticas de mobilidade sustentável.
O que significa IMOB na prática?
O IMOB surge frequentemente em documentos de planeamento territorial, estudos de impacte ambiental e relatórios técnicos das autoridades de transportes. Por exemplo, num plano municipal de mobilidade, pode encontrar-se uma referência como: "De acordo com os dados do IMOB 2017, verificou-se um aumento de 12% nas deslocações pendulares em transporte público na Área Metropolitana de Lisboa". Os técnicos utilizam estas estatísticas para dimensionar a oferta de transportes, identificar necessidades de novas ligações e avaliar a eficácia de políticas implementadas. O inquérito recolhe informação através de entrevistas domiciliárias representativas, abrangendo milhares de agregados familiares.
Qual a diferença entre IMOB e Censos?
Embora ambos sejam instrumentos estatísticos do INE, o IMOB difere substancialmente dos Censos. Os Censos caracterizam a população de forma universal e decenal, incluindo dados sobre emprego e local de residência, mas com menor detalhe sobre mobilidade. O IMOB, realizado periodicamente mas não anualmente, foca-se exclusivamente nos padrões de deslocação quotidiana, recolhendo informação detalhada sobre cada viagem realizada num dia específico: hora de partida e chegada, modo de transporte utilizado, motivo da deslocação e eventuais transbordos. Esta especificidade torna o IMOB indispensável para quem gere redes de transporte, enquanto os Censos fornecem o enquadramento demográfico mais amplo.