GUMO: Grupo Unido de Moçambique
O GUMO – Grupo Unido de Moçambique foi um movimento político moçambicano formado em 1974, nas semanas seguintes ao 25 de Abril, quando a queda do Estado Novo abriu em Moçambique um espaço político que não existia. Teve uma existência brevíssima: 65 dias.
Quem o formou
Foi dirigido por uma comissão central de três nomes que representavam, deliberadamente, as três comunidades do território: Máximo Dias como presidente, Joana Simeão como vice-presidente e porta-voz, e Jorge de Abreu como responsável pelas actividades económicas. A composição não era acidental: era a própria mensagem do grupo.
O que defendia
Joana Simeão definia o GUMO como uma associação cívica e grupo de pressão, com o objectivo de fazer nascer um movimento político novo que trouxesse pluralismo a um cenário onde não existia. Procurava mobilizar sobretudo os macuas, o maior grupo étnico do país e aquele em que a FRELIMO tinha menos implantação: a própria Simeão era macua.
Porque durou tão pouco
Por divergências internas sobre o que o GUMO devia ser. Máximo Dias queria mantê-lo como associação; Simeão pretendia transformá-lo em força política. Acabou expulsa, aderiu ao Partido de Coligação Nacional e, em meados de Junho, provocou uma cisão da qual nasceu a FRECOMO – Frente Comum de Moçambique. O GUMO desfez-se sem chegar à independência, que se consumaria em Junho de 1975.
