GNSS: sistemas de navegação por satélite
GNSS é o nome genérico dos sistemas de navegação por satélite, do inglês Global Navigation Satellite System. É o termo correcto para o que quase toda a gente chama «GPS».
GPS é só um deles
É a confusão que a sigla existe para desfazer. O GPS é o sistema norte-americano; há outros em funcionamento: o europeu Galileo, o russo GLONASS e o chinês BeiDou. GNSS é a categoria que os abrange a todos.
Um telemóvel moderno não usa um: usa vários em simultâneo, e é essa combinação que explica que a localização seja hoje muito melhor do que há dez anos, sobretudo em cidade.
Galileo é europeu e civil
É a diferença com peso estratégico. Os sistemas americano e russo nasceram militares e são operados por militares; o europeu foi concebido como sistema civil, sob controlo civil. A razão é de soberania: depender de um sistema que outro país pode degradar ou desligar é um risco.
Onde se usa além do telemóvel
Agricultura de precisão, topografia, gestão de frotas, aviação, sincronização horária de redes eléctricas e de telecomunicações. Essa última é a mais invisível e a mais crítica: muitas infra-estruturas dependem do tempo exacto que estes satélites distribuem.
Onde a sigla aparece
Em fichas técnicas de equipamentos, em documentação de topografia e agricultura e em textos sobre infra-estruturas críticas. Fora da técnica, o uso corrente continua a ser «GPS» para tudo: impreciso, mas instalado.
Não funciona bem em todo o lado
O sinal precisa de vista para o céu, e é por isso que falha em túneis, garagens e ruas estreitas entre edifícios altos. O que os telemóveis fazem nesses casos é complementar com redes móveis e sem fios: o motivo por que a localização continua a funcionar dentro de um centro comercial sem que nenhum satélite esteja envolvido.
