FAPLA - Forças Armadas Populares para a Libertação de Angola

As Forças Armadas Populares para a Libertação de Angola (FAPLA) foram o braço armado do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), fundadas em 1974 durante a luta anticolonial contra Portugal. Após a independência de Angola em 1975, as FAPLA tornaram-se as forças armadas oficiais da República Popular de Angola, mantendo essa designação até 1991, quando foram reorganizadas e renomeadas como Forças Armadas Angolanas (FAA).
O que faz a FAPLA?
As FAPLA desempenharam inicialmente funções de guerrilha contra as forças coloniais portuguesas, tornando-se posteriormente o exército regular do Estado angolano controlado pelo MPLA. Entre 1975 e 1991, combateram na Guerra Civil Angolana contra a UNITA e a FNLA, recebendo apoio significativo de Cuba e da União Soviética. As suas operações militares abrangeram todo o território angolano, participando em grandes ofensivas convencionais e em operações de contra-insurgência. Com a transição para a paz em 1991 e os Acordos de Bicesse, as FAPLA foram oficialmente dissolvidas e integradas nas novas Forças Armadas Angolanas.
Qual é a relação de Portugal com FAPLA?
Portugal enfrentou as FAPLA como adversário durante a Guerra Colonial, particularmente no período entre 1974 e a independência angolana. Após o 25 de Abril de 1974 e o início do processo de descolonização, as relações transformaram-se rapidamente. Portugal reconheceu o governo do MPLA e, por conseguinte, as FAPLA como forças armadas legítimas de Angola após a independência. Não existiu uma relação institucional formal entre Portugal e as FAPLA enquanto organização militar, mas sim relações diplomáticas ao nível dos Estados. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português manteve contactos com o governo angolano, do qual as FAPLA eram instrumento militar. Após 1991, com a transformação das estruturas militares angolanas, Portugal desenvolveu cooperação bilateral com Angola em diversos domínios, incluindo formação militar através de protocolos entre as Forças Armadas Portuguesas e as FAA.