LC - Lee-Carter

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Índice
  1. O que significa LC na prática?
  2. Qual a diferença entre LC e modelos CBD?

O modelo Lee-Carter (LC) é um modelo estocástico de projecção de mortalidade desenvolvido em 1992 por Ronald Lee e Lawrence Carter, amplamente utilizado em actuariado, demografia e na avaliação de fundos de pensões. Este modelo permite estimar a evolução futura das taxas de mortalidade através de uma decomposição que relaciona a mortalidade com um índice temporal de mortalidade geral. Em Portugal, o modelo LC é frequentemente aplicado por actuários, institutos de estatística e seguradoras para projectar a esperança de vida e avaliar riscos de longevidade em sistemas de segurança social e planos de pensões.

O que significa LC na prática?

Em documentos técnicos portugueses de actuariado e estudos demográficos, a sigla LC surge frequentemente em contextos de modelação da mortalidade. Por exemplo, num relatório actuarial pode ler-se: "As projecções de mortalidade foram realizadas utilizando o modelo LC calibrado com dados portugueses do INE entre 1980 e 2020". O modelo aparece também em estudos da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e em trabalhos académicos sobre sustentabilidade do sistema de pensões. A formulação matemática básica expressa o logaritmo da taxa de mortalidade como soma de um parâmetro dependente da idade, um parâmetro temporal e um termo de interacção.

Qual a diferença entre LC e modelos CBD?

O modelo Lee-Carter difere do modelo Cairns-Blake-Dowd (CBD) em vários aspectos fundamentais. Enquanto o LC modela o logaritmo das taxas de mortalidade para todas as idades simultaneamente, o CBD foi especificamente desenvolvido para idades mais avançadas e modela directamente a transformação logit das probabilidades de morte. O modelo CBD incorpora explicitamente a idade como variável explicativa nos parâmetros temporais, tornando-o mais adequado para populações idosas. Em Portugal, o LC é preferido para análises de população geral e projecções de longo prazo, enquanto o CBD é frequentemente utilizado em contextos de gestão de risco de longevidade em carteiras de seguros de vida e rendas vitalícias, onde o foco está nas idades de reforma.

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