CPM - Continuous Passive Motion

CPM - Continuous Passive Motion (Movimento Passivo Contínuo) refere-se a uma técnica de reabilitação que utiliza dispositivos mecânicos para mobilizar articulações de forma controlada e passiva, sem esforço activo do paciente. Este método é amplamente utilizado em Portugal nos serviços de fisioterapia e ortopedia, especialmente no pós-operatório de cirurgias articulares como próteses do joelho ou da anca. O objectivo principal é prevenir a rigidez articular, reduzir o edema e promover a cicatrização dos tecidos moles através do movimento.
O que significa CPM na prática?
Em contexto hospitalar português, o termo aparece frequentemente em prescrições médicas de fisioterapia e planos de reabilitação pós-cirúrgica. Um exemplo típico seria: "Paciente submetido a artroplastia total do joelho, iniciar CPM no primeiro dia pós-operatório, com amplitude de 0-30 graus, progredindo conforme tolerância". Os dispositivos de CPM são máquinas que movimentam a articulação de forma lenta e contínua, permitindo que o paciente permaneça em repouso enquanto a articulação é mobilizada. Nos centros de reabilitação e clínicas de fisioterapia, estes equipamentos são programados pelos fisioterapeutas para amplitudes e velocidades específicas, adaptadas à condição clínica de cada doente.
Tipos de Continuous Passive Motion
Existem diferentes tipos de dispositivos CPM consoante a articulação a tratar. Os CPM de joelho são os mais comuns em Portugal, utilizados extensivamente após cirurgias de ligamentos ou colocação de próteses. Os CPM de ombro destinam-se à reabilitação de lesões da coifa dos rotadores ou após artroplastias do ombro. Também existem dispositivos para tornozelo, cotovelo e punho, embora sejam menos frequentes. Cada tipo de equipamento possui características específicas de amplitude de movimento, velocidade ajustável e posicionamento, sendo seleccionado conforme a articulação afectada e o protocolo de reabilitação estabelecido pela equipa médica. A duração das sessões varia habitualmente entre duas a seis horas diárias, dependendo da fase de recuperação do paciente.