ACTH - Adrenocorticotrophic hormone

ACTH (Adrenocorticotrophic hormone), ou hormona adrenocorticotrófica em português, é uma hormona peptídica produzida pela glândula pituitária (hipófise) que estimula as glândulas suprarrenais a secretar cortisol e outras hormonas esteroides. Esta hormona desempenha um papel fundamental na regulação da resposta ao stress e no metabolismo do organismo. Em Portugal, a ACTH é frequentemente doseada em análises clínicas para diagnóstico de patologias endócrinas, nomeadamente a síndrome de Cushing e a insuficiência suprarrenal.
O que significa ACTH na prática?
Quando um médico solicita o doseamento de ACTH, o utente encontrará esta sigla na requisição de análises laboratoriais ou no relatório de resultados. Por exemplo, num relatório de análises clínicas poderá ler-se: "ACTH plasmática: 25 pg/ml (valores de referência: 10-60 pg/ml)". Este exame requer normalmente uma colheita de sangue em jejum, preferencialmente pela manhã, dado que os níveis desta hormona variam ao longo do dia segundo um ritmo circadiano. Os laboratórios hospitalares e privados em Portugal realizam este doseamento quando existe suspeita de disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal, sendo comum em consultas de Endocrinologia do Serviço Nacional de Saúde.
Qual a diferença entre ACTH e cortisol?
Embora frequentemente doseados em conjunto, ACTH e cortisol são substâncias distintas com funções diferentes. A ACTH é a hormona estimuladora, produzida pela hipófise, enquanto o cortisol é a hormona produzida pelas glândulas suprarrenais em resposta à ACTH. Na prática clínica portuguesa, os médicos avaliam ambos os valores simultaneamente para compreender se uma alteração nos níveis de cortisol se deve a um problema nas suprarrenais ou na hipófise. Por exemplo, num caso de síndrome de Cushing, níveis elevados de cortisol com ACTH baixa podem indicar um tumor suprarrenal, enquanto ACTH elevada sugere origem hipofisária. Esta distinção é crucial para orientar o tratamento adequado.