AD - Aliança Democrática

AD - Aliança Democrática é a designação de uma coligação política portuguesa formada por partidos do centro e centro-direita, tendo existido em dois períodos distintos da história política nacional. A sigla identifica especificamente a coligação eleitoral e governativa que marcou a consolidação democrática no pós-25 de Abril e, numa nova configuração, regressou às eleições legislativas de 2024. Este termo aparece frequentemente em documentos eleitorais, boletins de voto e análises políticas referentes a estes períodos históricos.
O que significa AD na prática?
Num boletim de voto ou num documento oficial da Comissão Nacional de Eleições, o utilizador encontraria a menção "AD - Aliança Democrática" como identificação de uma candidatura conjunta de partidos. Por exemplo, numa frase típica: "A AD conquistou maioria absoluta nas eleições legislativas de 1980" ou "O PSD, CDS-PP e PPM apresentam-se às eleições de 2024 sob a sigla AD". A primeira Aliança Democrática (1979-1983) reuniu o Partido Social Democrata, o Centro Democrático Social e o Partido Popular Monárquico, liderada por Francisco Sá Carneiro e depois por Francisco Pinto Balsemão. A segunda Aliança Democrática (2024) reúne PSD e CDS-PP sob liderança de Luís Montenegro.
Qual a diferença entre AD e coligação?
Embora AD seja efectivamente uma coligação, o termo Aliança Democrática constitui uma marca política específica com identidade própria e programa comum. Enquanto o termo genérico "coligação" pode aplicar-se a qualquer acordo eleitoral entre partidos, AD refere-se exclusivamente a estas formações históricas concretas. Outras coligações em Portugal usaram designações diferentes, como Bloco Central ou Portugal à Frente, cada uma com a sua identidade programática. A AD distingue-se por representar uma aliança do espaço político centro-direita com um projeto de governação comum, não sendo uma mera adição de siglas partidárias no boletim de voto.