ACARTE - Animação, Criação Artística e Educação pela Arte

ACARTE - Animação, Criação Artística e Educação pela Arte foi um serviço cultural inovador criado em 1984 no âmbito da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Constituiu um espaço pioneiro de experimentação artística multidisciplinar que promoveu o cruzamento entre diferentes linguagens artísticas contemporâneas e práticas educativas. O ACARTE destacou-se pela programação de vanguarda e pela democratização do acesso à cultura em Portugal.
O que significa ACARTE na prática?
Na prática, o ACARTE manifestou-se como um laboratório cultural que acolheu exposições, performances, concertos de música experimental, teatro, dança contemporânea e instalações artísticas. Entre 1984 e 1993, sob direcção de Raquel Henriques da Silva e posteriormente de Clara Ferreira Alves, o serviço produziu centenas de eventos que marcaram uma geração de artistas e públicos. Um utilizador pode encontrar referências ao ACARTE em catálogos de exposições, programas culturais da Gulbenkian ou em estudos sobre arte contemporânea portuguesa, frequentemente descrito como "a programação do ACARTE apresenta..." ou "ciclo promovido pelo ACARTE". A sigla tornou-se sinónimo de ousadia cultural e interdisciplinaridade nas artes.
Qual a diferença entre ACARTE e CAM?
Embora ambos integrassem a estrutura da Fundação Calouste Gulbenkian, o ACARTE e o Centro de Arte Moderna (CAM) tinham missões distintas. O CAM focava-se na colecção, conservação e exposição de arte moderna e contemporânea portuguesa, funcionando como museu permanente. Já o ACARTE privilegiava a programação efémera, a experimentação e o cruzamento disciplinar, sem colecção própria. O ACARTE foi extinto em 1993, tendo as suas valências sido posteriormente absorvidas por outros serviços da Fundação, enquanto o CAM mantém actividade museológica até hoje. Esta distinção é relevante para compreender a especificidade da missão do ACARTE no panorama cultural português dos anos 1980 e início dos anos 1990.