SARS - Severe Acute Respiratory Syndrome

SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome), ou Síndrome Respiratória Aguda Grave em português, é uma doença respiratória viral grave causada pelo coronavírus SARS-CoV, identificada pela primeira vez em 2003. Caracteriza-se por febre alta, tosse seca, dispneia e pneumonia atípica, podendo evoluir para insuficiência respiratória grave. Em Portugal, o termo é utilizado pelos profissionais de saúde, pela Direcção-Geral da Saúde e em contextos de vigilância epidemiológica e saúde pública.
O que significa SARS na prática?
Em Portugal, a sigla SARS aparece frequentemente em documentos de vigilância epidemiológica, normas da Direcção-Geral da Saúde e protocolos hospitalares relacionados com doenças respiratórias emergentes. Por exemplo, após o surto de 2003, encontra-se em orientações como "Implementar medidas de isolamento respiratório para casos suspeitos de SARS" ou em relatórios de actividade dos serviços de saúde que mencionam "preparação para eventuais casos importados de SARS". A sigla ganhou particular relevância no contexto da preparação para pandemias respiratórias e na formação de equipas de controlo de infecção, sendo frequentemente referenciada em planos de contingência hospitalar e em documentação sobre equipamentos de protecção individual para profissionais de saúde que lidam com doenças respiratórias transmissíveis.
Qual a diferença entre SARS e COVID-19?
Embora ambas sejam doenças causadas por coronavírus e partilhem sintomas respiratórios, a SARS é causada pelo SARS-CoV (identificado em 2003), enquanto a COVID-19 é provocada pelo SARS-CoV-2 (surgido em 2019). A SARS apresentou uma taxa de mortalidade mais elevada (cerca de 10%), mas foi menos transmissível que a COVID-19. O surto de SARS foi contido em 2004 e não existem casos conhecidos desde então, enquanto a COVID-19 tornou-se pandémica. Em termos clínicos, a SARS raramente apresentava transmissão assintomática, ao contrário da COVID-19, e o período de incubação era ligeiramente diferente. Em Portugal, a experiência com protocolos desenvolvidos para SARS ajudou na resposta inicial à pandemia de COVID-19.