GPEP - Gabinete para a Pesquisa e Exploração de Petróleo

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Índice
  1. O que significa GPEP na prática?
  2. Qual a diferença entre GPEP e DPEP?

GPEP - Gabinete para a Pesquisa e Exploração de Petróleo foi um organismo técnico português criado em 1974, na sequência da crise petrolífera de 1973, com o objetivo de coordenar e gerir as atividades de prospeção e exploração de hidrocarbonetos em território nacional e na plataforma continental portuguesa. Este gabinete funcionou sob a tutela do Ministério da Indústria e Energia e constituiu uma resposta estratégica do Estado português à necessidade de assegurar maior autonomia energética e de avaliar o potencial petrolífero nacional.

O que significa GPEP na prática?

Na documentação oficial da década de 1970 e 1980, o GPEP aparece referenciado em diplomas legais, relatórios técnicos e correspondência administrativa relacionada com a atribuição de concessões para prospeção petrolífera. Um exemplo típico seria encontrar numa publicação oficial: "O GPEP procedeu à análise dos dados sísmicos recolhidos na Bacia Lusitânica, tendo concluído pela viabilidade de prosseguir estudos exploratórios na região". Este gabinete tinha competências que incluíam a realização de estudos geológicos, a coordenação de campanhas sísmicas, a gestão de contratos com empresas petrolíferas internacionais e a supervisão técnica das operações de sondagem em território português.

Qual a diferença entre GPEP e DPEP?

O GPEP não deve ser confundido com a DPEP - Direcção de Pesquisa e Exploração de Petróleo, que foi uma estrutura subsequente integrada na Direcção-Geral de Geologia e Minas. Enquanto o GPEP funcionava como gabinete autónomo com funções operacionais directas na coordenação de projectos exploratórios, a DPEP constituía uma direcção de serviços dentro de uma estrutura ministerial mais abrangente, com funções predominantemente reguladoras e de fiscalização. Esta transição reflectiu uma reorganização administrativa do sector energético português, com a progressiva integração das competências em matéria de hidrocarbonetos em estruturas permanentes da administração pública, que culminaria na criação da actual Direcção-Geral de Energia e Geologia.

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