VPN - Virtual Private Network

VPN significa Virtual Private Network, uma sigla de origem inglesa que começou a ser utilizada no final dos anos 1990, quando as empresas necessitavam de criar ligações seguras através da Internet pública. As três letras representam "Virtual" (virtual), "Private" (privada) e "Network" (rede), descrevendo precisamente a tecnologia que permite criar uma rede privada sobre uma infraestrutura pública.
O que significa VPN em português?
Em português, VPN traduz-se como Rede Privada Virtual, embora a sigla inglesa seja a forma predominante utilizada em Portugal. Pronuncia-se "vê-pê-ene", dizendo cada letra individualmente, tal como no alfabeto português. É raro encontrar alguém que utilize a expressão completa em português, tendo a sigla inglesa sido totalmente adoptada no vocabulário tecnológico nacional.
Para que serve?
Uma VPN serve para criar um túnel seguro entre o computador ou telemóvel do utilizador e a Internet. Imagine que está a enviar uma carta: normalmente, qualquer carteiro poderia lê-la. Com uma VPN, a carta vai dentro de um cofre trancado que só o destinatário consegue abrir. Isto permite navegar na Internet de forma privada, protegendo dados pessoais de olhares indiscretos, aceder a conteúdos que possam estar bloqueados geograficamente e usar redes Wi-Fi públicas com maior segurança. É especialmente útil para trabalhar remotamente, acedendo aos sistemas da empresa como se estivesse fisicamente no escritório.
Curiosidades sobre VPN
O primeiro protocolo VPN amplamente utilizado, o PPTP, foi desenvolvido pela Microsoft em 1996. Em Portugal, as VPN tornaram-se populares inicialmente nas grandes empresas durante os anos 2000, mas democratizaram-se verdadeiramente após 2015, quando os serviços de streaming começaram a disponibilizar conteúdos diferentes conforme o país. Curiosamente, durante a pandemia de COVID-19, o uso de VPN em Portugal aumentou mais de 40%, reflectindo a necessidade do teletrabalho seguro.