UV - Ultravioleta

A sigla UV (Ultravioleta) designa um tipo de radiação electromagnética com comprimento de onda inferior ao da luz visível, situando-se entre os 100 e os 400 nanómetros. Em Portugal, no contexto da saúde, a radiação ultravioleta é particularmente relevante para a dermatologia, oncologia e saúde pública, sendo objecto de campanhas de prevenção contra a exposição solar excessiva e os seus efeitos nocivos na pele. A Direcção-Geral da Saúde emite regularmente recomendações sobre protecção contra radiação UV, especialmente durante os meses de Verão.
O que significa UV na prática?
Em documentos de saúde portugueses, a sigla UV surge frequentemente em contextos de prevenção do cancro da pele e fotoenvelhecimento. Por exemplo, nas recomendações da Direcção-Geral da Saúde pode ler-se: "Evite a exposição solar directa entre as 11h e as 17h, período de maior intensidade de radiação UV". Os dermatologistas utilizam o termo ao aconselhar protectores solares com factor de protecção solar (FPS) adequado contra raios UV. Também aparece em relatórios do Instituto Português do Mar e da Atmosfera sobre o índice ultravioleta, que informa diariamente a população sobre os níveis de radiação e os cuidados necessários.
Tipos de Ultravioleta
A radiação ultravioleta divide-se em três categorias principais. Os raios UVA representam cerca de 95% da radiação que atinge a Terra, penetram profundamente na pele e são os principais responsáveis pelo envelhecimento cutâneo e por danos celulares a longo prazo. Os raios UVB são mais energéticos, embora em menor quantidade, causando queimaduras solares e desempenhando um papel directo no desenvolvimento de cancro da pele. Os raios UVC são os mais perigosos mas são completamente absorvidos pela camada de ozono, não atingindo a superfície terrestre. Em Portugal, as campanhas de saúde pública enfatizam que tanto UVA como UVB requerem protecção adequada, recomendando o uso de protectores solares de largo espectro que protejam contra ambos os tipos de radiação.