REN – Redes Energéticas Nacionais

REN – Redes Energéticas Nacionais é a empresa concessionária responsável pela exploração das redes de transporte de electricidade e gás natural em alta pressão em Portugal continental. Criada em 1994 através da cisão da Electricidade de Portugal (EDP), a REN desempenha um papel essencial na garantia da segurança de abastecimento energético nacional, operando infraestruturas estratégicas como a Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT) e a Rede Nacional de Transporte de Gás Natural (RNTGN). Enquanto operadora de sistemas e gestora de infraestruturas em regime de concessão, a REN assegura a interligação entre os centros de produção e as redes de distribuição, bem como as ligações internacionais com Espanha.
O que significa REN – Redes Energéticas Nacionais na prática?
Na prática, a REN surge em diversos contextos relacionados com o sector energético português. Em facturas de electricidade, a empresa aparece como responsável pelos custos de utilização das redes de transporte. Em documentos oficiais como o Orçamento do Estado ou relatórios da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), encontram-se referências como "a REN garantiu o fornecimento de electricidade durante o período de maior procura" ou "investimentos da REN na modernização das infraestruturas de transporte". Também surge em notícias sobre interligações energéticas ibéricas, gestão de excedentes de produção renovável ou projectos de armazenamento de gás natural nas cavernas subterrâneas de Carriço.
Qual a diferença entre REN – Redes Energéticas Nacionais e EDP?
Embora ambas sejam empresas do sector energético português, têm funções distintas. A EDP – Energias de Portugal é essencialmente uma produtora e comercializadora de energia, vendendo electricidade aos consumidores finais. A REN, por seu lado, não produz nem vende energia: apenas transporta electricidade e gás natural através das redes de muito alta e alta tensão ou pressão. Enquanto a EDP compete no mercado liberalizado com outros comercializadores, a REN opera em regime de monopólio natural regulado, recebendo uma tarifa regulada pela ERSE pelo serviço de transporte. A separação entre estas actividades resulta da liberalização do sector energético europeu, que exige a autonomia entre transporte e comercialização.