IMC - Índice de Massa Corporal

O Índice de Massa Corporal (IMC) é um indicador antropométrico utilizado internacionalmente para avaliar o estado nutricional de adultos, relacionando o peso com a altura ao quadrado. Constitui uma ferramenta de rastreio fundamental na prática clínica e em saúde pública, permitindo classificar indivíduos em categorias de peso — desde baixo peso até obesidade — e identificar potenciais riscos para a saúde associados ao excesso ou défice ponderal. Em Portugal, o IMC é amplamente utilizado por profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS), bem como em programas de vigilância epidemiológica da Direção-Geral da Saúde (DGS).
Como funciona / O que significa?
O IMC baseia-se numa fórmula matemática simples que relaciona duas medidas objetivas: o peso corporal (em quilogramas) e a altura (em metros). O resultado obtido permite classificar o indivíduo segundo categorias estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Um IMC inferior a 18,5 kg/m² indica baixo peso; valores entre 18,5 e 24,9 kg/m² correspondem a peso normal; entre 25 e 29,9 kg/m² indicam pré-obesidade (ou excesso de peso); e valores iguais ou superiores a 30 kg/m² classificam obesidade, subdividida em graus I (30-34,9), II (35-39,9) e III (≥40). Apesar de útil como indicador populacional, o IMC não distingue massa gorda de massa muscular, pelo que a avaliação clínica individual deve considerar outros parâmetros, como a composição corporal e o perímetro abdominal.
Como se mede / diagnostica / aplica?
O cálculo do IMC efetua-se através da fórmula: IMC = peso (kg) / altura² (m²). Por exemplo, uma pessoa com 70 kg e 1,75 m de altura apresenta um IMC de aproximadamente 22,9 kg/m² (70 ÷ 1,75² = 22,9), enquadrando-se na categoria de peso normal. A medição requer equipamento básico: uma balança calibrada para pesar o indivíduo descalço e com roupas leves, e um estadiómetro ou fita métrica para medir a altura com precisão. O IMC é aplicado rotineiramente em consultas médicas, rastreios de saúde ocupacional, programas de promoção da saúde e estudos epidemiológicos. Importa sublinhar que esta métrica não se aplica adequadamente a crianças, grávidas, idosos frágeis ou atletas de alta competição, grupos que exigem avaliações específicas.
Em Portugal
Segundo dados do Inquérito Nacional de Saúde (2019), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), 53,6% da população adulta portuguesa apresentava excesso de peso (pré-obesidade e obesidade), com 16,9% classificados como obesos. A prevalência da obesidade tem vindo a aumentar nas últimas décadas, constituindo uma prioridade de saúde pública. A DGS integra o IMC nas orientações do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, recomendando a sua monitorização regular nos cuidados de saúde primários. O SNS disponibiliza consultas de nutrição e programas de gestão de peso em centros de saúde para utentes com IMC elevado.
Para informação clínica personalizada, consulte o seu médico ou o SNS 24 (808 24 24 24).