GDH - Grupos de Diagnóstico Homogéneo

Os GDH - Grupos de Diagnóstico Homogéneo constituem um sistema de classificação de doentes internados em hospitais, agrupando episódios de internamento com características clínicas semelhantes e consumo esperado de recursos similar. Este sistema, adaptado dos DRG (Diagnosis Related Groups) norte-americanos, foi implementado em Portugal na década de 1990 como instrumento fundamental para o financiamento hospitalar e para a gestão clínica. Os GDH permitem classificar cada episódio de internamento numa categoria específica, considerando o diagnóstico principal, diagnósticos secundários, procedimentos realizados, idade, sexo e destino após alta. O objetivo é criar grupos clinicamente coerentes e homogéneos do ponto de vista dos recursos consumidos, facilitando a comparação entre hospitais e a alocação equitativa de recursos financeiros no Serviço Nacional de Saúde.
O que significa GDH na prática?
Na prática hospitalar portuguesa, cada internamento é codificado segundo a Classificação Internacional de Doenças e posteriormente agrupado num GDH específico através de software especializado. Por exemplo, um doente internado por pneumonia bacteriana, sem complicações major, com 65 anos, será classificado num GDH específico do sistema respiratório. Este GDH tem associado um peso relativo que reflecte o custo médio esperado face ao custo de um internamento padrão. Se o peso relativo for 0,8, significa que esse internamento consome teoricamente 80% dos recursos de um caso médio. Os hospitais recebem financiamento baseado no número e tipo de GDH produzidos, multiplicados pelos respectivos pesos relativos e por um preço base definido anualmente. Este sistema consta em relatórios de actividade hospitalar, contratos-programa com a ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde) e é utilizado para benchmarking entre instituições, permitindo identificar desvios de eficiência e qualidade assistencial.