Gd - Gadolínio

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Índice
  1. O que representa Gd na tabela periódica?
  2. Como se usa Gd em documentos técnicos e científicos?
  3. Aplicações em Portugal

Gd é o símbolo químico do gadolínio, um elemento químico pertencente ao grupo dos lantanídeos (terras raras) na tabela periódica. O nome deriva do mineral gadolinite, que por sua vez homenageia o químico e mineralogista finlandês Johan Gadolin (1760-1852), pioneiro no estudo das terras raras. O elemento foi isolado pela primeira vez em 1880 pelo químico francês Jean Charles Galissard de Marignac.

O que representa Gd na tabela periódica?

O gadolínio possui número atómico 64, situando-se no período 6 da tabela periódica, integrando a série dos lantanídeos (bloco f). A sua massa atómica relativa é de aproximadamente 157,25 u. À temperatura ambiente, apresenta-se no estado sólido como um metal prateado, maleável e dúctil. O gadolínio destaca-se pelas suas propriedades magnéticas únicas: é ferromagnético abaixo de 20 °C e paramagnético acima desta temperatura, possuindo o ponto de Curie mais elevado entre os elementos metálicos. O seu ponto de fusão situa-se nos 1313 °C e o ponto de ebulição nos 3273 °C.

Como se usa Gd em documentos técnicos e científicos?

Em documentação científica portuguesa, o símbolo Gd aparece em fórmulas de compostos e ligas metálicas. Um exemplo relevante é o Gd₂O₃ (óxido de gadolínio), utilizado em aplicações ópticas e electrónicas. Nas fichas de segurança, o gadolínio é classificado com o número CAS 7440-54-2. Em relatórios de ressonância magnética, surge frequentemente como Gd-DTPA ou gadopentetato de dimeglumina, referindo-se aos agentes de contraste baseados em quelatos de gadolínio. A notação isotópica inclui ¹⁵⁷Gd e ¹⁵⁸Gd, os isótopos mais abundantes.

Aplicações em Portugal

Em Portugal, a aplicação mais significativa do gadolínio encontra-se no sector médico, particularmente em serviços de imagiologia dos hospitais públicos e privados, onde os compostos de gadolínio são utilizados como agentes de contraste em exames de ressonância magnética (RM). Na indústria tecnológica, o gadolínio integra componentes de dispositivos electrónicos e sistemas de memória informática. Centros de investigação portugueses, como laboratórios universitários em Lisboa, Porto e Coimbra, utilizam compostos de gadolínio em estudos de ciência de materiais e física nuclear, explorando as suas propriedades magnéticas e de absorção de neutrões.

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