ADC - analogue-to-digital converter

ADC é a sigla em língua inglesa para Analogue-to-Digital Converter (conversor analógico-digital). O termo entrou em uso comum na década de 1950, quando os primeiros conversores práticos foram desenvolvidos para aplicações militares e científicas, tornando-se omnipresente na eletrónica a partir dos anos 1970 com a expansão da tecnologia digital.
O que significa ADC em português?
Em português, ADC traduz-se como Conversor Analógico-Digital ou CAD. No entanto, em Portugal, a sigla inglesa ADC é mais utilizada no contexto técnico e profissional. Pronuncia-se normalmente letra a letra: "á-dê-cê".
Para que serve?
Um ADC converte sinais analógicos contínuos em valores digitais discretos que os computadores e sistemas electrónicos podem processar. Na prática, sempre que gravamos a nossa voz num telemóvel, tiramos uma fotografia digital ou medimos a temperatura com um termómetro electrónico, um ADC está a trabalhar nos bastidores. O microfone capta ondas sonoras analógicas, e o ADC transforma-as em números que o dispositivo consegue armazenar e manipular. O mesmo acontece com sensores de imagem em câmaras fotográficas, que convertem luz em dados digitais, ou com aparelhos de medição que transformam grandezas físicas como voltagem, pressão ou temperatura em informação digital. Sem conversores analógico-digitais, não existiria a ponte entre o mundo físico analógico e o universo digital dos computadores.
Curiosidades sobre ADC
O primeiro ADC prático foi desenvolvido pela empresa americana Bernard M. Gordon em 1953, revolucionando a forma como processamos informação. Em Portugal, a adopção massiva de tecnologia com ADC aconteceu sobretudo a partir dos anos 1990, com a digitalização das telecomunicações e a popularização de equipamentos de áudio digital. Hoje, cada smartphone contém dezenas de conversores analógico-digitais, tornando esta tecnologia invisível mas absolutamente essencial no quotidiano.